Setor de serviços da zona do euro cresce em abril
O setor de serviços da zona do euro cresceu mais que o anteriormente estimado em abril, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pela empresa britânica de pesquisa Markit. O indicador apurado pela entidade foi revisto para cima, de uma leitura preliminar para abril de 55,5 pontos para um número final para o mês de 55,6.O dado ficou acima da leitura de 54,1 pontos de março e foi o maior desde setembro de 2007 - o que, segundo analistas, sugere que a crise da Grécia não teve um impacto muito forte sobre a atividade do setor.
O índice composto, que inclui o setor de serviços e o indicador manufatureiro divulgado recentemente, ficou em 57,3 em abril, bem acima da marca de 50 que divide a contração do crescimento.
Se sustentável, esse nível aponta para um forte crescimento da economia no segundo trimestre, segundo o Markit.
Confiança maior
Outro dado que mostrou uma visão mais positiva para a Grécia foi divulgado na semana passada: o índice de confiança econômica da zona do euro, apurado pela Comissão Europeia - o órgão executivo da EU (União Europeia) -, subiu para 100,6 pontos em abril, ante 97,9 em março. Economistas consultados pela Reuters previam uma leitura de 99,4 pontos.
A confiança da indústria e do setor de serviços cresceu, e as expectativas de preços de venda entre os manufatureiros se recuperou em relação a março.
Indicadores negativos
O aumento da confiança e da atividade no setor de serviços, no entanto, dividem as atenções com outros indicadores - além dos temores quanto aos efeitos da crise na Grécia - que mostram que a zona do euro ainda tem um longo caminho até se recuperar.
A taxa de desemprego nos 16 países que integram o bloco econômico permaneceu em 10% em março, mesma taxa do mês anterior, segundo a Eurostat, a agência europeia de estatísticas. O índice representa o maior nível desde a criação do euro em 1999 e equivale a 15,8 milhões de desempregados.
A Espanha permanece com a maior taxa (19,1%) - na medição do INE (Instituto Nacional de Estatística) da Espanha, no entanto, o índice de desemprego já superou a marca simbólica de 20% no primeiro trimestre do ano (ficou em 20,05%).
No ano passado como um todo, a economia da zona do euro teve uma contração de 4,1%, após expansão de apenas 0,6% em 2008. Na UE como um todo, a contração foi de 4,2% em 2009, após crescimento de 0,7% um ano antes.
Fazem parte da zona do euro atualmente: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal. A UE (União Europeia) ainda inclui: Bulgária, Dinamarca, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia.


