NY Times encantado com renováveis em Portugal

New York Times dedica extenso artigo ao que EUA podem aprender com a aposta portuguesa em energias renováveis. Numa altura em que o derrame petrolífero no Golfo do México ressuscitou a discussão sobre a política energética norte-americana, o New York Times aponta Portugal como um exemplo nesta matéria. A repórter Elisabeth Rosenthal falou com José Sócrates, Manuel Pinho, Shinji Fujino (da Agência Internacional de Energia), Victor Baptista (REN) e com o secretário de Estado Carlos Zorrinho para concluir que a aposta portuguesa nas renováveis está a revelar-se um sucesso a vários níveis, embora faça nota de algumas promessas que continuam por cumprir. Do lado positivo, o NY Times escreve que "quase 45% da electricidade produzida em Portugal tem origem em fontes limpas de energia", que em "2011 Portugal pode tornar-se no primeiro país como uma rede de postos de abastecimento para carros eléctricos" e que "até agora a aposta nas renováveis não pressionou as contas públicas do país". Contudo, o jornal também nota que "as famílias portuguesas há muito que pagam o dobro das americanas por electricidade", que "os preços subiram 15% nos últimos cinco anos provavelmente por causa das renováveis" e que até agora esta aposta não teve grandes repercussões na criação de emprego. O jornal nota que Portugal provou ser "possível fazer progressos rápidos em matéria energética" embora seja muito difícil importar este modelo para os EUA por três razões fundamentais: 1) ao contrário do que acontece na UE, nos EUA não existem fortes incentivos à aposta nas renováveis; 2) a enorme influência política da indústria petrolífera americana e 3) o sistema político americano dá autonomia aos Estados para legislarem, individualmente, sobre esta matéria.