Análise do Forex para terça-feira, dia 31 de agosto
As atas mostram divergências entre os membros do Fomc sobre a forma de interpretar alguns dados recentes, principalmente os relacionados com o comportamento dos consumidores, apesar disso, "todos os membros do comitê menos um" aprovaram a decisão adotada nesse dia de apoiar a economia.não
31/08 Estímulação mais próxima acalma os mercados. O dólar respira.
No último dia de Verão o euro abriu em baixa e no final de sessão asiática depreciou abaixo de 1,2630. Pois a seguir as cifras positivas de emprego alemão fizeram que esse rumo mudasse. A variação de desempregos na Alemanha registrou a redução em 17 mil frente à previsão de -20 mil e significado revisado de -21 mil. A taxa de desemprego sazonal não alterou, se mantendo na meta de 7,6%. Como resultado, o euro/dólar passou a crescer e na primeira metade de pregão europeu superou a fasquia de 1,2740. Convém mencionar que a taxa de desemprego da UE também manteve-se inalterada na meta de 10%.
Todavia a tendência ascendente não teve evolução, e no início de negociação nos Estados Unidos reverteu-se. O índice Chicago PMI baixou até 56,7 frente à previsão de 57 e cifra anterior de 62,3. Por seu turno, a confiança consumidor no país cresceu até 53,5 contra 50,7 previsto e 50,4 anterior.
A informação empurrou a moeda única européia quase 80 pontos para baixo, na área de 1,2660, portanto terminou o dia cotada em alta. A tendência da libra esterlina ficou mais acentuada, sem quaisquer tentativas de mudar de rumo, a moeda britânica ia caindo, e cedeu ao dólar a cerca de 150 pontos, depreciando abaixo de 1,5330.
O iene continuou valorizando contra o dólar, o USD/JPY finalmente rompeu o suporte de 84,50 e mesmo desceu abaixo de 84,00. Porém, encerrou o dia em alta e provavelmente evitou medidas urgentes por parte do Banco do Japão.
Afinal, chamamos atenção à reunião do Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC) que decidiu quase por unanimidade de sustentar a economia nacional devido a fragilidade de reabilitação e a série de cifras macroeconômicas decepcionantes. De acordo com o órgão, “a recuperação deverá aumentar o ritmo em 2011, as atas da reunião de 10 de agosto refletem que todos menos um deles apoiaram a reativação das medidas contra a crise”.
Resumindo e concluindo notamos que o euro cedeu 2,9% desde o julho e 11,6% em 2010 contra o dólar. Por sua vez, o dólar perdeu 2,7% contrao iene. A moeda única européia caiu 5,8% contra a japonesa e 20% neste ano.


